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quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Bíblia, esse tão comentado livro!


 
O livro dos livros
      
      Antes de afirmar que a Bíblia é um livro adulterado, totalmente contraditório ou mentiroso leia, por obséquio, e julgue a sua mensagem salvífica. A Bíblia traz informações bombásticas como, por exemplo, as que seguem abaixo:

1 - É o único livro na Terra que nos trouxe a mensagem de salvação pela graça ( Eu Sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim ainda que esteja morto, viverá ), mensagem essa que é por meio da morte e ressurreição do Filho Unigênito de Deus que se encarnou, abrindo mão da sua divindade, tornando-se 100% homem e isso, como está escrito nela, é loucura para os que não creem;

2 - Afirma que Jesus é o Cristo, que ele passou por essa terra e que ele é o único salvador e mediador entre Deus e os homens e que a fé, que salva, não vem do homem, mas de Deus. O homem não pode salvar-se;

3 -  Diz que Jesus vai voltar novamente a esta Terra;

4 - Mostra que os humanos estão inseridos num contexto de batalha espiritual entre o Bem e o Mal e nos adverte a escolhermos o lado do Bem;


5 - Afirma que Deus existe e é galardoador daqueles que o buscam;

6 - Apresenta inúmeros milagres, tais como ressurreição dos mortos;

7 - Dá-nos uma noção do tamanho do amor de Deus por nós ao enviar Jesus, seu Filho amado e etc.

       Como podemos acreditar nessas informações? Como podemos saber se a Bíblia é um livro autêntico? Judeus inventaram o Antigo Testamento e a Igreja Católica, o Novo Testamento? A Bíblia é um livro forjado, adulterado e inventado para dominar as massas? O fato de muitos a utilizarem como meio de dominação a faz cair em descrédito? Seria ela apenas um livro histórico ou uma carta de Deus a nos orientar rumo à vida eterna? Se ela é um livro autêntico como devo reagir diante da sua mensagem de salvação pela graça?  Leia o resumo abaixo e tire suas conclusões sobre sua autenticidade. Para quem duvida da Bíblia vale a pena ler e analisar; e para quem crê na Bíblia, com certeza, esse texto vai fortalecer a sua fé. 

      A Bíblia é um conjunto de livros que foram escritos em muitos anos, por pessoas que nem se conheceram e por outras que se conheceram. Você já deve ter ouvido falar: "a Bíblia? Xiii! A Bíblia foi escrita pelos homens e quem nos garante que ela não foi toda modificada?" Pois é, meu prezado leitor, a Bíblia só podia ser escrita por homens mesmo e quanto a ser toda modificada, pergunto: será que foi toda modificada mesmo? É óbvio que não! A Bíblia sofreu alterações sim, devido a cultura de cada povo que a traduziu para o seu idioma, mas não foi toda modificada. Existem alguns textos que apresentam os mesmos relatos, mas de uma forma diferente um do outro o que não nega o fato em si. Isso pode ser visto tanto no Novo quanto no Antigo Testamento. Por que isso acontece? Porque isso nos mostra como o escritor recebeu tal relato e como ele o interpretou ao escrevê-lo, provando-nos que não houve cópia de um escritor para outro. Entretanto, o mais importante é que a mensagem de salvação apresentada na Bíblia é una, coesa, ímpar e fortemente coerente que é a salvação em Deus, somente em Deus.  

    As alterações encontradas na Bíblia são chamadas de variantes. Muitos críticos do Novo Testamento alegam que devido a suas inúmeras variantes, frutos das cópias feitas ao longo dos tempos, o NT deva ser desacreditado. Será que essas variantes são motivos para desacreditarmos o NT? Óbvio que não! Sobre essas variantes leia, por favor, abaixo:  

"As variantes textuais no Novo Testamento aparecem quando copistas fazem intencionalmente ou acidentalmente mudanças de um texto quando são reproduzidos. O teólogo alemão Eberhard Nestle (1815—1913), conhecido pela edição Nestle-Aland do Novum Testamentum Graece, estimulou que existem cerca de 150.000 - 200.000 variantes no texto do Novo Testamento1 . Bart D. Ehrman (1955—), um acadêmico minimalista bíblico norte-americano, afirma que existem até 400.000 variantes.2 O biblicista conservador Jack Moorman, por outro lado, pondera que dos cerca de 5 mil manuscritos existentes hoje, 99% deles concordam em mais de 99% entre si. Uma das maiores autoridades em grego neotestamentário da atualidade, Bruce Manning Metzger, professor emérito do Princeton Theological Seminary (Antigo Professor de Bart D. Ehrman), afirma que as diferenças não afetam substancialmente nenhuma doutrina cristã. Norman Geisler e Willian Nix acrescentam: “O Novo Testamento, então, não apenas sobreviveu em maior número de manuscritos que qualquer outro livro da antiguidade, mas sobreviveu em forma mais pura que qualquer outro grande livro – uma forma 99,5% pura”. Grasso cita o parecer de algumas autoridades como Amiot e Hort. Assim se expressou: “No conjunto dos manuscritos encontram-se aproximadamente 250.000 variantes incluindo as citações dos padres antes do IV Século e das antigas traduções. A maioria delas é insignificante: referem-se somente à ortografia e à disposição das palavras Segundo Hort, 7/8 do texto estão fora de discussão. As variantes que modificam o texto abrange a milésima parte dele: somente umas 15 variantes têm certa importância; contudo, nenhuma delas toca a substancia do dogma estabelecido pelas passagens criticamente certas, sem termos a necessidade de lançar mão de textos duvidosos”. 3 


  1. E. Nestle, Einführung in das Griechische Neue Testament. p. 23.
  2. Bart D. Ehrman: Misquoting Jesus - The Story Behind Who Changed the Bible and Why, p.90 (review)
  3. Moorman, Jack Forever Settled, A Survey of the Documents and History of the Bible Johannesburg,1985fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Variantes_textuais_no_Novo_Testamento
 

     Bem, como esse livro tão comentado, tão lido, tão interpretado, tão perseguido e tão querido chegou até nós? Os livros do Antigo Testamento foram juntados pelo povo de Israel e suas cópias foram sendo guardadas e preservadas de geração em geração. As cópias dos livros do Novo Testamento também foram guardadas e repassadas de geração em geração. As comunidades cristãs que eram fundadas, principalmente pelo Ap. Paulo, mantinham essas cópias. As cópias mais antigas existentes do Novo Testamento datam do século IV da nossa Era. Há informações recentes que nos traz uma cópia do evangelho de Marcos que data do primeiro século (http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2015/01/cientistas-encontram-copia-mais-antiga-do-evangelho-em-uma-mumia-egipcia.html).
 
     Resumidamente, falando do Novo Testamento (NT), os primeiros cristãos liam as Epístolas Apostólicas e os Evangelhos em suas comunidades e eles, então, reconheciam esses livros como inspirados por terem sido escritos pelos próprios Apóstolos ou por pessoas ligadas aos Apóstolos, isso é o que se costuma chamar de critério de apostolicidade. Pedro, na sua época já reconhecia as Epístolas de Paulo. Veja II Ped. 3:16 e confira. Quando foi realizado um Concílio no século IV da nossa Era para definir os livros que iriam compor a Bíblia, em relação ao NT, os livros foram os mesmos que todos os cristãos, bem antes, já aceitavam como inspirados. Cabe ressaltar que até à data do Concílio, final do século IV,  os livros do NT já eram utilizados pelos cristãos e a Igreja Católica começou a surgir forte no cenário mundial depois que o imperador Constantino a oficializou como a religião do Estado no século IV. Daí em diante ela foi fortemente influenciada pelo Paganismo (maiores detalhes veja o livro "O cristianismo através dos séculos" de Earle E. Cairns) a tal ponto de séculos depois surgir a Reforma Protestante, que protestou sobre Indulgências, Infalibilidade Papal e posteriormente sobre a Mariolatria, Mediação dos Santos, Purgatório, Limbo, Penitências, Confissão Auricular, Rosário, etc. Um fato interessante é que muitas pessoas dizem que a Igreja Católica modificou o Novo Testamento para atender aos seus interesses. Caso isso fosse verdade, nós teríamos fartas evidências de suas doutrinas no NT como, por exemplo, as citadas acima. Entretanto, não vemos nada disso no NT.
 
Manuscritos

      Sobre os manuscritos, veja esse texto: "Primeiro, é interessante notar que os mais antigos manuscritos do Novo Testamento, ainda em existência, datam mais proximamente do tempo da autoria do que é o caso com outros livros antigos. Os mais antigos manuscritos dos escritos de Heródoto, por exemplo, datam aproximadamente de 1300 anos depois de sua morte; e isto não é incomum em livros antigos. Em contraste, há um fragmento do Evangelho de João na Biblioteca da Universidade John Rylands, em Manchester, Inglaterra, que é datado de cerca de 125 d.C. Uma vez que os estudiosos geralmente concordam que João escreveu seu Evangelho numa data mais tardia (entre 60 e 90 d.C.) do que os outros três escritores do Evangelho, este fragmento é especialmente significante. Mais ainda, há um fragmento do Evangelho de Mateus encontrado entre os manuscritos do Mar Morto, datando de antes de 68 d.C. – menos do que 35 anos depois da morte de Jesus! Somando-se a estes, há manuscritos contendo o Evangelho de João, a Epístola aos Hebreus, e a maioria das Epístolas de Paulo, datadas de cerca de 200 d.C. Há manuscritos de todos os quatro evangelhos, bem como outros livros do Novo Testamento, de 200 e tantos d.C. E na sala de manuscritos da Biblioteca Britânica está o manuscrito chamado Sinaiticus, que é datado de 350 d.C., o qual contém o Novo Testamento inteiro. Concluindo, a evidência do manuscrito aponta para a conclusão de que o Novo Testamento foi escrito quando ele declara ter sido escrito: entre cerca de 50 a 100 d.C." (http://www.estudosdabiblia.net/2002221.htm)


Esse é o P52. Maiores detalhes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Papiro_P52


     
Reforçando o que o autor do parágrafo acima falou sobre o Codex Sinaiticus, que está na Biblioteca Britânica, vou reproduzir um artigo do Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, de 06/07/2009: "Conhecidas como o maior tesouro escrito da Humanidade, as 800 páginas sobreviventes da mais antiga Bíblia do cristianismo acabam de ser reunidas digitalmente. O Codex Sinaiticus é composto de grandes pergaminhos que estavam guardados há 150 anos em quatro lugares diferentes do mundo. Desde ontem, a obra está disponível no site www.codexsinaiticus.org - Com 1600 anos, trata-se do mais antigo livro contendo o Novo Testamento completo, boa parte do Antigo Testamento e dos textos apócrifos, além de dois textos cristãos."
A palavra profética
 
      Agora que você já teve uma pequena noção da autenticidade dos livros bíblicos gostaria de falar com você da força da mensagem bíblica. Vou pegar um exemplo da palavra profética no Antigo Testamento (AT), dentre vários outros que poderia citar. Você sabia que o livro de Daniel, por exemplo, foi escrito no sexto século antes de Cristo e que ele antecipou a queda de Babilônia e a ascenção e queda da Medo-Pésia, Grécia e de Roma? Existem algumas pessoas, principalmente pessoas ateias, que dizem que esse livro foi escrito no segundo século a.C. Por que? Entenda melhor lendo este comentário: "Desde que o filósofo Porfírio realizou os primeiros grandes ataques contra a historicidade de Daniel (233-304 d.c.), este livro tem estado exposto aos embates dos críticos, ao princípio só de vez em quando, mas durante os dois últimos séculos o ataque foi constante. Por isso muitíssimos eruditos cristãos de hoje consideram que o livro de Daniel é obra de um autor anônimo que viveu no século II a.c., mais ou menos no tempo da revolução macabeia." http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel_(profeta)


      Vejo que uma fração de céticos, ateus e alguns cientistas não querem que Deus faça parte de suas vidas. Não admitem Deus e por isso o rejeitam. Mas para outra fração é preciso ter provas, fatos concretos e não meras opiniões, meros subjetivismos e mera fé. É para esses que me dirijo. Digamos que o livro de Daniel tenha sido escrito no século II a.C. Desconsideremos os fatos existentes e pensemos assim por um momento. Pensando assim isso geraria sérios problemas: 

1 - Como explicar que os judeus responsáveis por definirem o cânone do AT o incluíram em seu cânon, que foi fechado com livros escritos até, em torno, do ano 400 a.C.?

2 - Mais uma: se o livro foi escrito no século II a.C., como explicar que houve tempo hábil para o próprio original do livro de Daniel está sendo produzido e incluído na tradução da Septuaginta, que começou a ser escrita no século III a.C. ? Impossível! A LXX, ao traduzir os livros do AT, incluiu o livro de Daniel porque ele já existia. 
 
      É por isso que muitas pessoas tentam desacreditar o livro de Daniel, dizendo que ele foi escrito depois do que ele revelou em seu conteúdo, mais precisamente nos capítulos 2, 7 e 8 sobre a ascensão e queda dos impérios já citados por não crerem no poder revelador de Deus e, por isso, tais pessoas não querem que o Criador faça parte de suas vidas. É uma lástima!
 
      E quanto ao NT? Eu gosto muito de uma passagem que foi escrita no evangelho de Mateus no capítulo 24 e verso 14: "E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim." Quando Jesus vaticinou estas palavras o que era o evangelho do reino? Quantos seguidores havia? Existiam poderosos meios de comunicação como a TV, o satélite, a internet ou o rádio? O ambiente político era favorável ao nascente Cristianismo? E hoje? Esse Evangelho do Reino está sendo pregado? Bem, caríssimo leitor(a), você que está lendo esse texto e eu, que escrevi, somos provas vivas dessa pregação. 

      Mais uma: muitos estudiosos afirmam que o evangelho de Marcos foi o primeiro a ser escrito, alguns dizem que foi o de Mateus mesmo. Enfim, ambos dizem que Jesus vaticinou a destruição do templo de Jerusalém. Quando o evangelho de Marcos foi escrito? Precisamente antes do ano 70 da nossa Era Comum. Logo, como explicar que tal escrito anteveu a destruição do templo? Deus, por meio de Jesus, revelou tal fato.
Conclusão

      Antes de terminar, gostaria que você soubesse que não é à toa que a Bíblia é tão perseguida e tão disseminada, tão amada e tão odiada. A nossa batalha, como está escrito, não é contra as pessoas, mas contra potestades e principados que habitam num mundo invisível a nossos olhos. Só há um caminho que te conduz a Deus e esse caminho é Jesus, o Cristo. Ele foi o único que morreu e ressuscitou por amor a nós. Esse caminho é trilhado pela fé, por uma fé ativa, que produz frutos dignos de arrependimento e que nos conduz a fazer a vontade de Deus. Enfim, lembre-se sempre que a salvação é individual, portanto, desenvolva a sua. Que Deus o abençoe rica e abundantemente e que ELE nos ilumine sempre e que possamos nos manter na Palavra do Senhor e sempre agradecidos pela graça a nós outorgada, por parte do Pai, por meio de nosso Senhor e Salvador Jesus, o Cristo. É o meu sincero desejo.
 
última atualização em 05/02/2015
 

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